
Strike, ou preço de exercício, é o valor fixo pelo qual o titular de uma opção pode comprar (no caso de uma call) ou vender (no caso de uma put) o ativo-objeto quando exerce seu direito. É o preço "travado" no contrato. Não importa se a ação subiu pra R$ 100 ou caiu pra R$ 10, o strike permanece o mesmo do começo ao fim da vida da opção.
Se você quer entender o que é strike opções, pense nele como o preço combinado numa negociação. Você e a outra parte concordam que, se você quiser, pode comprar ou vender o ativo por aquele valor específico até o vencimento do contrato.
O strike é o fator mais importante na hora de precificar uma opção. A relação entre o strike e o preço atual do ativo determina se a opção está dentro do dinheiro (ITM), no dinheiro (ATM) ou fora do dinheiro (OTM).
Pra uma call (opção de compra):
ITM (In The Money): strike abaixo do preço atual do ativo. Exemplo: ação a R$ 50, call com strike de R$ 45. A opção já tem R$ 5 de valor intrínseco, porque você pode comprar a R$ 45 algo que vale R$ 50.
ATM (At The Money): strike igual ou muito próximo do preço atual. Exemplo: ação a R$ 50, call com strike de R$ 50.
OTM (Out of The Money): strike acima do preço atual. Exemplo: ação a R$ 50, call com strike de R$ 55. A opção só tem valor temporal (a esperança de que o ativo suba acima de R$ 55 antes do vencimento).
Pra uma put (opção de venda): a lógica se inverte. Put ITM tem strike acima do preço atual. Put OTM tem strike abaixo do preço atual.
As ações de uma empresa estão cotadas a R$ 30. Você acha que vão subir e quer comprar calls. Na tela de opções, aparecem vários strikes disponíveis:
Strike R$ 25 (ITM): prêmio de R$ 6,00. A opção é cara porque já tem R$ 5 de valor intrínseco. Funciona quase como ter a ação. Risco menor, mas potencial de retorno percentual menor também.
Strike R$ 30 (ATM): prêmio de R$ 2,00. Preço intermediário. Se a ação subir R$ 5, a opção pode valer R$ 5 ou mais. Bom equilíbrio entre custo e potencial.
Strike R$ 35 (OTM): prêmio de R$ 0,50. Barata, mas a ação precisa subir pelo menos R$ 5 (mais de 16%) só pra essa opção começar a ter valor intrínseco. Alta probabilidade de perder tudo, mas se acertar, o retorno percentual é enorme.
Na B3, os strikes das opções são padronizados e definidos pela própria bolsa. Eles seguem intervalos regulares que dependem do preço do ativo. Pra ações que valem entre R$ 20 e R$ 50, os strikes costumam ter intervalos de R$ 1 ou R$ 2. Pra ativos mais caros, os intervalos são maiores.
Cada série de opção tem um código que identifica o ativo, o tipo (call ou put), o mês de vencimento e o strike. Por exemplo: PETR4C35 seria uma call de Petrobras com strike de R$ 35, vencendo no mês representado pela letra C (março).
Defina seu objetivo primeiro. Se quer proteção (hedge), escolha um strike próximo do preço atual. Se quer especular com pouco capital, strikes OTM mais baratos podem fazer sentido, desde que você aceite a alta probabilidade de perda.
Considere o prazo. Quanto mais longe o vencimento, mais caro o prêmio (mais tempo pro ativo se mexer). Com vencimentos curtos, calls OTM baratas podem parecer atraentes, mas o tempo joga contra você de forma mais agressiva.
Não escolha strike só pelo preço do prêmio. Opções baratas são baratas por um motivo: a probabilidade de exercício é baixa. Comprar a mais barata do board é como comprar o bilhete de loteria mais improvável só porque custa menos.
Se você quer se aprofundar no mercado de opções e entender como montar operações completas (não só escolher strikes), confira o guia sobre como operar opções.
O strike é a espinha dorsal de qualquer operação com opções. Escolher o strike errado transforma uma boa tese em prejuízo. Escolher o certo potencializa seus resultados de um jeito que nenhum outro instrumento permite.
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