
CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido por bancos pra captar dinheiro dos investidores. Na prática, quando você compra um CDB, está emprestando dinheiro pro banco, e ele te paga juros por isso. É um dos investimentos mais populares do Brasil, tanto pela simplicidade quanto pela proteção do FGC. Se você quer entender o que é CDB, como funciona a rentabilidade e pra quem ele faz sentido, esse artigo vai direto ao ponto.
O mecanismo é simples. O banco precisa de dinheiro pra emprestar pros clientes (financiamento, crédito pessoal, cartão). Pra conseguir esse dinheiro, ele emite CDBs e oferece uma remuneração pra quem investe.
Você aplica, espera o prazo combinado e recebe o dinheiro de volta com juros. É um contrato entre você e o banco emissor.
CDB pós-fixado (% do CDI): o mais comum. A rentabilidade acompanha a taxa CDI, que anda colada na Selic. Um CDB que paga 100% do CDI rende praticamente a mesma coisa que a Selic. Bancos menores costumam oferecer 110%, 120% ou mais do CDI pra atrair investidores.
CDB prefixado: a taxa é definida no momento da aplicação. Exemplo: 13,5% ao ano. Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independente do que acontecer com a Selic. Bom quando você acredita que os juros vão cair.
CDB atrelado à inflação (IPCA+): paga um juro fixo mais a variação da inflação. Exemplo: IPCA + 6,5% ao ano. Garante ganho real acima da inflação.
Uma das grandes vantagens do CDB é a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Se o banco emissor quebrar, o FGC devolve até R$ 250 mil por CPF por instituição (limitado a R$ 1 milhão no total a cada 4 anos).
Isso significa que, dentro desse limite, o risco de crédito é praticamente zero. É por isso que muita gente se sente confortável investindo em CDBs de bancos menores que pagam taxas maiores.
O CDB é tributado pelo Imposto de Renda na tabela regressiva:
Até 180 dias: 22,5%
De 181 a 360 dias: 20%
De 361 a 720 dias: 17,5%
Acima de 720 dias: 15%
O IR é cobrado só sobre o rendimento, não sobre o valor investido. E é retido na fonte, ou seja, quando o CDB vence, o dinheiro já cai na conta com o imposto descontado.
Também tem o IOF se o resgate acontecer nos primeiros 30 dias. A alíquota começa em 96% no primeiro dia e vai caindo até zero no 30o dia. Depois de 30 dias, IOF zero.
Você investe R$ 10.000 num CDB que paga 110% do CDI, com vencimento em 2 anos. Se o CDI ficar em torno de 14% ao ano durante o período:
Rentabilidade bruta anual: 14% x 110% = 15,4% ao ano
Em 2 anos (simplificando com juros compostos): aproximadamente R$ 13.370
Rendimento bruto: R$ 3.370
IR (17,5% pra prazo entre 361 e 720 dias): R$ 590
Rendimento líquido: R$ 2.780
Valor final: R$ 12.780
A poupança rende 70% da Selic quando a Selic está acima de 8,5%. Um CDB de 100% do CDI já rende mais que isso. Com 110% ou 120% do CDI, a diferença fica gritante, especialmente em prazos mais longos onde o IR do CDB cai pra 15%.
A única vantagem da poupança é a isenção de IR e a liquidez diária. Mas existem CDBs com liquidez diária que, mesmo com IR, rendem mais que a poupança.
Respeite o limite do FGC. Não coloque mais de R$ 250 mil no mesmo banco. Se quiser investir mais, distribua entre várias instituições.
Compare sempre. As taxas variam muito entre bancos. Plataformas de investimento costumam oferecer CDBs de dezenas de emissores diferentes.
Atenção à liquidez. Alguns CDBs têm liquidez diária (você pode resgatar a qualquer momento). Outros só permitem resgate no vencimento. Escolha de acordo com a sua necessidade.
Pra entender como o CDB se encaixa na sua estratégia de investimento e quando faz sentido escolher renda fixa ou renda variável, confira nosso artigo sobre renda variável vs renda fixa.
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