Notícias

Dividendos em abril: Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), Iguatemi (IGTI11) e outras ações pagam proventos este mês; confira

Publicado em
30/3/2026
Compartilhar:
Dividendos em abril: Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), Iguatemi (IGTI11) e outras ações pagam proventos este mês; confira
Dividendos em abril: Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), Iguatemi (IGTI11) e outras ações pagam...
Dividendos em abril: Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4), Iguatemi (IGTI11) e outras ações pagam...

O Bradesco (BBDC4) anunciou a distribuição de R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) intermediários, com data-com marcada pra 6 de abril de 2026. O pagamento bilionário coloca o banco no topo da lista de proventos do mês, ao lado de Itaú (ITUB4) e Iguatemi (IGTI11), que também remuneram acionistas em abril.

Quem investe em ações de bancos e acompanha o calendário de proventos já sabe: abril costuma ser um mês movimentado. Mas desta vez, o volume chama atenção. Só entre Bradesco e Itaú, são bilhões de reais voltando pro bolso dos investidores.

Bradesco (BBDC4): JCP de R$ 3 bilhões com data-com em abril

O Bradesco aprovou a distribuição de JCP intermediários no valor total de R$ 3 bilhões. Pra quem tem ações preferenciais (BBDC4), o valor bruto é de R$ 0,2453 por ação. Pra quem tem ordinárias (BBDC3), o valor bruto fica em R$ 0,2230 por ação.

Esses valores já consideram a retenção de 17,5% de Imposto de Renda na fonte, que é a nova alíquota vigente desde janeiro de 2026 pra JCP. O dinheiro, porém, não cai na conta agora: o pagamento está previsto pra até 30 de outubro de 2026.

O ponto de atenção é a data-com: 6 de abril de 2026. Quem não tiver posição comprada até esse dia perde o direito ao provento. A partir de 7 de abril, as ações passam a ser negociadas "ex-JCP".

Além do JCP bilionário, o Bradesco também paga seu dividendo mensal recorrente de R$ 0,019 por ação PN, com crédito previsto pra 1º de abril. Esse dividendo mensal é uma característica do banco, que distribui proventos com regularidade ao longo do ano.

Contexto: Bradesco em fase de recuperação

O Bradesco vem de um ciclo de reestruturação depois de resultados abaixo do esperado em 2024. Os últimos trimestres mostraram melhora na qualidade da carteira de crédito e redução da inadimplência, o que abriu espaço pra uma distribuição mais generosa.

O dividend yield anualizado do BBDC4 gira em torno de 7%, patamar competitivo dentro do setor bancário. A aposta do mercado é que o banco continue elevando a remuneração conforme o lucro se recupera. Pra quem acompanha a tese de turnaround, os R$ 3 bilhões em JCP reforçam o sinal positivo.

Itaú (ITUB4): JCP mensal e pagamento adicional em abril

O Itaú Unibanco mantém seu programa de JCP mensal, que garante uma renda recorrente pros acionistas. Em abril, o pagamento mensal é de R$ 0,018182 bruto por ação (R$ 0,015 líquido após IR de 17,5%), creditado no primeiro dia útil do mês.

Mas o destaque mesmo é outro: o banco também paga em abril um JCP adicional de R$ 0,3697 por ação (bruto), referente à declaração feita no final de 2025. Pra esse provento, a data-com já passou (era em dezembro de 2025), mas o crédito ocorre até 30 de abril de 2026.

Depois da retenção de IR, o valor líquido do JCP adicional fica em torno de R$ 0,3142 por ação. Somando o JCP mensal, quem carrega ITUB4 recebe dois pagamentos distintos no mês.

Itaú segue como referência em proventos

O Itaú é o maior banco privado da América Latina e vem entregando resultados consistentes. O lucro recorde dos últimos trimestres permitiu ao banco manter uma política de remuneração agressiva, com dividend yield anualizado também na casa dos 7%.

A estratégia de JCP mensal, inaugurada em 2024, virou marca registrada do Itaú. Ela cria uma espécie de "salário" pro investidor, com pagamentos previsíveis todo mês. Pra quem monta uma carteira focada em dividendos, essa previsibilidade faz diferença.

Comparando com os pares, o Itaú negocia com um prêmio em relação a Bradesco e Santander, refletindo a maior rentabilidade (ROE) do setor. Banco do Brasil (BBAS3), por sua vez, lidera em yield histórico, com média de 10,5% nos últimos cinco anos.

Iguatemi (IGTI11): segunda parcela de R$ 200 milhões

A Iguatemi (IGTI11) paga em abril a segunda parcela dos R$ 200 milhões em dividendos antecipados aprovados pelo conselho. O valor por unit é de R$ 0,16, com data-com em 14 de abril e pagamento em 29 de abril de 2026.

O programa de dividendos da Iguatemi prevê quatro parcelas iguais ao longo de 2026:

1ª parcela: data-com em 19 de fevereiro, paga em 5 de março.
2ª parcela: data-com em 14 de abril, paga em 29 de abril.
3ª parcela: data-com em 15 de julho, paga em 29 de julho.
4ª parcela: data-com em 15 de outubro, paga em 29 de outubro.

A decisão de parcelar os R$ 200 milhões foi estratégica: a administração quis dar previsibilidade aos investidores, alinhando as saídas de caixa com a geração de receita esperada pro ano.

Iguatemi no contexto do setor de shoppings

A Iguatemi é uma das maiores operadoras de shopping centers de alto padrão do Brasil, com empreendimentos em São Paulo, Rio Grande do Sul e outros estados. O modelo de negócio gera caixa de forma recorrente via aluguéis, o que sustenta a política de distribuição de proventos.

Com um portfólio focado em consumidores de alta renda, a empresa tende a ser mais resiliente em momentos de desaceleração econômica, já que seu público é menos sensível a cortes de consumo.

Outras empresas que pagam proventos em abril

Bradesco, Itaú e Iguatemi são os destaques, mas não os únicos. Abril concentra pagamentos de diversas empresas relevantes da bolsa brasileira.

O setor elétrico, como de costume, marca presença forte no calendário. Empresas como Taesa (TAEE11), Copel (CPLE6) e CPFL Energia costumam distribuir proventos nesse período, beneficiadas por contratos de longo prazo que garantem receita previsível.

Caixa Seguridade (CXSE3) é outra que aparece no radar dos investidores focados em renda. A seguradora do grupo Caixa tem histórico consistente de distribuição e figura entre as melhores pagadoras de dividendos do mercado.

Pra não perder nenhuma data-com, o ideal é consultar a agenda de dividendos atualizada e verificar empresa por empresa. Cada uma tem seu próprio calendário, e as datas de corte variam bastante ao longo do mês.

Como funcionam JCP e dividendos na prática

Pra quem tá começando, vale relembrar a diferença. Dividendos são a parcela do lucro distribuída diretamente aos acionistas. Já os juros sobre capital próprio (JCP) são uma forma alternativa de remuneração que permite à empresa deduzir o valor pago da base de cálculo do Imposto de Renda corporativo.

Na prática, pro investidor, a principal diferença é tributária. Os JCP sofrem retenção de IR na fonte. Desde janeiro de 2026, a alíquota passou de 15% pra 17,5%, impactando o valor líquido que chega na conta.

Os dividendos, por sua vez, passaram a ter tributação de 10% pra valores que ultrapassem R$ 50 mil mensais, conforme as novas regras fiscais. Abaixo desse limite, seguem isentos. Pra a maioria dos investidores pessoa física, essa mudança não altera significativamente o recebimento mensal.

Um ponto importante: pra ter direito ao provento, você precisa estar posicionado na ação até a data-com (ou data de corte). No dia seguinte, a ação já é negociada "ex-direito", e o preço tende a abrir com um desconto equivalente ao valor distribuído. Quem entende essa mecânica consegue se planejar melhor pra receber proventos de forma recorrente.

Comparação entre os grandes bancos: quem paga mais?

Com Bradesco e Itaú distribuindo proventos no mesmo mês, a comparação é inevitável. Vamos aos números.

O dividend yield anualizado do ITUB4 e do BBDC4 está empatado, por volta de 7%. Ambos pagam proventos mensais, o que é um diferencial em relação a outras ações que distribuem apenas uma ou duas vezes por ano.

Quem lidera o ranking histórico de yield entre os bancões é o Banco do Brasil (BBAS3), com média de 10,5% nos últimos cinco anos. Santander (SANB11) aparece na faixa de 7% também, mas com menos previsibilidade nos pagamentos.

A diferença fundamental entre Itaú e Bradesco hoje está no perfil de risco. O Itaú negocia com múltiplos mais altos, refletindo a consistência do seu ROE (retorno sobre patrimônio), que está entre os maiores do setor bancário global. O Bradesco, por outro lado, oferece mais potencial de valorização pra quem acredita na tese de recuperação operacional.

Pra quem investe com aportes regulares, carregar os dois na carteira pode ser uma estratégia interessante: um oferece estabilidade, o outro, upside.

Datas-com de abril: calendário resumido

Pra facilitar, aqui vão as datas mais importantes de abril pra quem quer garantir os proventos:

1º de abril: Bradesco paga dividendo mensal (R$ 0,019/ação PN). Itaú paga JCP mensal (R$ 0,018/ação bruto).

6 de abril (data-com): Último dia pra garantir o JCP de R$ 3 bilhões do Bradesco (R$ 0,2453/ação PN). Pagamento em outubro.

14 de abril (data-com): Último dia pra garantir a 2ª parcela de dividendos da Iguatemi (R$ 0,16/unit). Pagamento em 29 de abril.

Até 30 de abril: Itaú paga JCP adicional de R$ 0,3697/ação (bruto), referente à posição de dezembro de 2025.

O que esperar dos proventos no restante de 2026

O cenário macroeconômico brasileiro, com juros ainda elevados, cria um ambiente misto pra dividendos. Por um lado, empresas com caixa forte e baixo endividamento conseguem manter distribuições generosas. Por outro, o custo de capital mais alto pressiona companhias mais alavancadas a reter lucros.

No setor bancário, a expectativa é de que os pagamentos sigam robustos. Itaú e Bradesco já sinalizaram compromisso com políticas de remuneração previsíveis pra 2026 inteiro. Banco do Brasil, que tradicionalmente paga mais em yield, deve continuar na mesma linha.

Pra empresas de outros setores, como shoppings (Iguatemi, Multiplan), elétricas (Taesa, Copel, CPFL) e seguradoras (Caixa Seguridade, BB Seguridade), a tendência também é positiva. São negócios com fluxo de caixa previsível, que tendem a manter ou aumentar a distribuição mesmo em cenários de juros altos.

O investidor que quer construir uma renda passiva consistente precisa olhar além do yield pontual e avaliar a qualidade e a recorrência dos pagamentos. No fim, o que importa não é só quanto a empresa paga num mês, mas se ela consegue manter esse ritmo ao longo dos anos.


Aviso Legal

O conteúdo publicado neste artigo pela TC S.A. e pela Traders DTVM S.A. tem caráter exclusivamente informativo e educacional, não constituindo, sob nenhuma hipótese, recomendação de investimento, oferta, solicitação ou aconselhamento para compra ou venda de valores mobiliários, ativos financeiros ou qualquer outro instrumento de investimento.

As informações, dados, análises e opiniões aqui apresentados foram obtidos de fontes consideradas confiáveis na data de publicação. No entanto, a TC S.A. e a Traders DTVM S.A. não garantem sua exatidão, completude, atualidade ou adequação a qualquer finalidade específica, e não se responsabilizam por eventuais imprecisões, erros, omissões ou desatualizações, tampouco por decisões tomadas com base nas informações contidas neste material.

Investimentos em renda variável envolvem riscos e podem resultar em perdas patrimoniais significativas, incluindo a perda total do capital investido. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. O desempenho de ativos, estratégias ou mercados mencionados pode diferir materialmente das projeções ou expectativas aqui descritas.

Cada investidor é responsável por avaliar os riscos e por tomar suas próprias decisões de investimento, considerando seu perfil de risco, objetivos financeiros e situação patrimonial individual. Recomenda-se consultar um profissional de investimentos devidamente habilitado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) antes de tomar qualquer decisão.

A reprodução total ou parcial deste conteúdo sem autorização expressa da TC S.A. é vedada.