
Tesouro Prefixado é um título de renda fixa emitido pelo Governo Federal em que você já sabe exatamente quanto vai receber no vencimento no momento da compra. Ou seja, a taxa de juros é definida na hora da aplicação e não muda até o fim do prazo. Se o título paga 12% ao ano, você vai receber exatamente isso, independente do que acontecer com a Selic, a inflação ou qualquer outro indicador.
Esse é um dos investimentos mais populares do Tesouro Direto, o programa do governo que permite que qualquer pessoa física compre títulos públicos pela internet, com valores a partir de R$ 30. É considerado o investimento mais seguro do Brasil, já que o emissor é o próprio governo.
Funciona assim: você compra o título hoje por um valor menor do que ele vai valer no vencimento. A diferença entre o que você pagou e o valor final (sempre R$ 1.000 por título) é o seu rendimento.
Exemplo prático: imagine que você compra um Tesouro Prefixado 2029 com taxa de 12,5% ao ano. Você paga, digamos, R$ 620 por título. Quando chegar 2029, você recebe R$ 1.000. Os R$ 380 de diferença são o seu lucro bruto (antes do Imposto de Renda).
O pagamento pode ser de dois jeitos:
Tesouro Prefixado (LTN): você recebe tudo no vencimento. Comprou, esperou, resgatou. Simples.
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): a cada seis meses você recebe uma parte dos juros na sua conta. É como receber um "salário" do governo. Bom pra quem quer renda periódica.
O cenário ideal é quando você acredita que os juros vão cair. Se a Selic está em 14% e você trava uma taxa de 13% no prefixado, parece ruim, né? Mas se a Selic cair pra 10% nos próximos anos, o seu título que paga 13% fixo fica muito mais atrativo. E aí ele valoriza no mercado.
Agora, se os juros subirem depois que você comprou, o valor do seu título cai no curto prazo. Não significa que você vai perder dinheiro, mas se precisar vender antes do vencimento, pode receber menos do que pagou. Isso se chama marcação a mercado.
Regra de ouro: se você vai segurar até o vencimento, tanto faz o que acontecer no meio do caminho. Você vai receber exatamente o combinado.
Imposto de Renda: segue a tabela regressiva da renda fixa. Começa em 22,5% (até 180 dias) e vai caindo até 15% (acima de 720 dias). Quanto mais tempo, menos imposto.
IOF: se resgatar nos primeiros 30 dias, paga IOF sobre o rendimento. Depois disso, zero.
Taxa de custódia: a B3 cobra 0,20% ao ano sobre o valor investido. Pra valores até R$ 10 mil no Tesouro Selic tem isenção, mas no Prefixado não.
Comprar sem horizonte de tempo definido. Se você pode precisar do dinheiro antes do vencimento, o prefixado pode não ser a melhor escolha. A marcação a mercado pode fazer o valor oscilar bastante no curto prazo.
Achar que "prefixado é sempre bom". Se a inflação disparar e a Selic subir, o seu título perde valor de mercado. Pra cenários de incerteza inflacionária, o Tesouro IPCA+ pode ser mais adequado.
Ignorar o prazo. Títulos mais longos (2031, 2035) oscilam muito mais no curto prazo do que títulos curtos (2027). Se você é conservador, prefira vencimentos mais próximos.
Comparado ao Tesouro Selic, o prefixado tem mais risco de mercado (oscila mais), mas potencial de ganho maior se os juros caírem. Comparado ao Tesouro IPCA+, ele não protege contra a inflação, mas pode render mais em cenários de juros estáveis ou em queda.
Se você quer entender melhor as diferenças entre renda fixa e renda variável pra montar uma carteira equilibrada, vale conferir nosso artigo sobre renda variável vs renda fixa.
Pra quem tem um objetivo com data definida (comprar um carro em 3 anos, pagar uma viagem em 2028) e quer saber exatamente quanto vai ter, o Tesouro Prefixado é uma excelente opção. Você trava a rentabilidade e elimina a incerteza.
Agora, pra reserva de emergência ou dinheiro que você pode precisar a qualquer momento, o Tesouro Selic é mais indicado. E pra proteção contra inflação no longo prazo, o Tesouro IPCA+ costuma ser a melhor pedida.
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