Glossário do Investidor

CRI e CRA: o que é e como funciona

Publicado em
9/10/2025
Entenda o que é cri e cra, como funciona na prática e por que é importante pra quem investe. Definição simples e exemplos reais.
Glossário: CRI e CRA

O que é CRI e CRA? Entenda esses títulos de renda fixa

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são títulos de renda fixa emitidos por securitizadoras e lastreados em recebíveis dos setores imobiliário e do agronegócio, respectivamente. Se você quer saber o que é CRI e CRA de forma simples: são investimentos que financiam esses dois setores e, em troca, pagam juros pra você. O melhor? Pra pessoa física, são isentos de Imposto de Renda.

Essa isenção fiscal é o grande atrativo. Enquanto um CDB paga IR de 15% a 22,5%, o CRI e o CRA não descontam nada. Mas calma, tem particularidades importantes que você precisa conhecer antes de investir.

Como o CRI e o CRA funcionam?

Pra entender, vamos usar uma analogia. Imagine uma construtora que vendeu 200 apartamentos na planta. Os compradores vão pagar em parcelas ao longo de 10 anos. A construtora precisa de dinheiro agora pra construir, mas os recebíveis (as parcelas) só vão entrar ao longo dos anos.

Aí entra a securitizadora. Ela compra esses recebíveis da construtora (com desconto), empacota tudo num título chamado CRI e vende pra investidores como você. Você recebe os juros à medida que os compradores dos apartamentos pagam as parcelas. A construtora recebe o dinheiro à vista. Todo mundo ganha.

O CRA é a mesma coisa, mas com recebíveis do agronegócio. Pode ser financiamento de safra, venda de commodities, arrendamento de terras. O lastro muda, mas a mecânica é igual.

Tipos de remuneração

Prefixado: taxa fixa definida na emissão. Exemplo: CRI pagando 13% ao ano.

Pós-fixado: atrelado ao CDI. Exemplo: CRA pagando CDI + 2% ao ano.

Híbrido (IPCA+): parte fixa + inflação. Exemplo: CRI pagando IPCA + 7% ao ano. Esse é o mais comum e protege seu poder de compra.

Vantagens do CRI e CRA

Isenção de IR pra pessoa física. Essa é a vantagem matadora. Um CRI que paga IPCA + 7% rende, na prática, mais do que um Tesouro IPCA+ com taxa bruta equivalente depois do imposto.

Rentabilidade atrativa. Como o emissor não é o governo e o risco é maior, as taxas costumam ser superiores às do Tesouro Direto.

Diversificação. Exposição a setores reais da economia (imóveis e agro) sem precisar comprar imóvel ou fazenda.

Riscos e desvantagens

Não tem cobertura do FGC. Se a securitizadora ou o devedor der calote, você pode perder dinheiro. Diferente de CDB e LCI/LCA, não existe garantia do Fundo Garantidor de Créditos.

Baixa liquidez. A maioria dos CRIs e CRAs não tem mercado secundário ativo. Se quiser vender antes do vencimento, pode ser difícil encontrar comprador, e provavelmente vai ter que vender com desconto.

Prazo longo. Muitos títulos têm vencimento de 5, 8 ou até 15 anos. Não é investimento pra dinheiro que você pode precisar no curto prazo.

Complexidade. Cada emissão tem suas próprias garantias, covenants (cláusulas de proteção) e riscos específicos. Não é "tudo igual". Ler o prospecto é importante.

Quem deve investir em CRI e CRA?

Investidores que já têm reserva de emergência montada, que não vão precisar do dinheiro no curto prazo e que buscam rentabilidade superior à do Tesouro Direto com benefício fiscal. Se você é iniciante e ainda tá montando sua base, talvez o Tesouro ou CDBs com FGC sejam mais adequados por enquanto.

Pra entender melhor como a renda fixa se encaixa na sua estratégia, confira nosso artigo sobre renda variável vs renda fixa.

CRI e CRA: vale a pena?

Pra quem busca rentabilidade isenta de IR e aceita menos liquidez e um pouco mais de risco, CRI e CRA são ferramentas poderosas. A chave é analisar o emissor, as garantias e o prazo. Nunca invista só pela taxa sem entender o que tá por trás do título.

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