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Setor de tecnologia na bolsa: como investir

Publicado em
16/2/2026
Setor de tecnologia na bolsa: como investir em empresas de tech via B3 e BDRs. TOTVS, Nvidia, Apple e as melhores oportunidades.
Setor de tecnologia na bolsa: como investir
Setor de tecnologia na bolsa: como investir

Se você já usa smartphone, faz compras online ou assiste streaming, sabe que a tecnologia domina o dia a dia de praticamente todo mundo. Mas o que talvez você ainda não saiba é que o setor de tecnologia na bolsa é um dos que mais cresceram nas últimas duas décadas, e continua sendo um dos favoritos de investidores do mundo inteiro. A boa notícia? Você não precisa morar nos Estados Unidos pra investir nas maiores empresas de tech do planeta. Dá pra fazer isso direto pela B3, em reais, sem burocracia.

Neste guia, você vai entender como funciona o setor de tecnologia no mercado de capitais, quais são as formas de investir (incluindo ações brasileiras e BDRs de gigantes como Apple, Microsoft e Nvidia) e o que ficar de olho antes de colocar seu dinheiro nessa fatia do mercado.

O que é o setor de tecnologia na bolsa?

Quando a gente fala em setor de tecnologia na bolsa, estamos falando de empresas que têm como atividade principal o desenvolvimento, a produção ou a comercialização de produtos e serviços tecnológicos. Isso inclui desde fabricantes de chips e semicondutores até empresas de software, computação em nuvem, inteligência artificial, e-commerce e fintechs.

Na B3, o setor de tecnologia ainda é relativamente pequeno se comparado ao mercado americano. Lá fora, a Nasdaq é praticamente sinônimo de tech, reunindo nomes como Apple, Google (Alphabet), Amazon, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla. Juntas, essas empresas valem trilhões de dólares e movimentam o mercado global.

No Brasil, o cenário é diferente. Temos empresas como Totvs, Positivo, Intelbras e Locaweb listadas na B3. São companhias relevantes, mas a verdade é que a maior parte da inovação tecnológica global acontece nos EUA e na Ásia. Por isso, quem quer exposição real ao setor de tech precisa olhar além das fronteiras brasileiras.

Por que o setor de tecnologia atrai tantos investidores?

Pense no seguinte: há 20 anos, ninguém imaginava que uma empresa de celulares (Apple) se tornaria a companhia mais valiosa do mundo. Ou que uma livraria online (Amazon) viraria um império de computação em nuvem. O setor de tecnologia tem essa característica única: ele cria mercados que não existiam antes.

Existem alguns motivos concretos que explicam essa atração. O primeiro é o crescimento acelerado. Empresas de tech conseguem escalar seus produtos de forma muito mais rápida que empresas de setores tradicionais. Um software pode ser distribuído pra milhões de pessoas sem que o custo aumente proporcionalmente. Isso gera margens de lucro impressionantes.

O segundo motivo é a inovação constante. Inteligência artificial, computação quântica, veículos autônomos, biotecnologia. Cada nova onda tecnológica abre oportunidades de investimento que simplesmente não existiam cinco anos atrás. Quem se posiciona cedo nessas tendências pode capturar valorizações significativas.

E o terceiro é a resiliência. Mesmo em crises econômicas, as pessoas continuam usando serviços digitais. Na pandemia de 2020, enquanto vários setores despencavam, as empresas de tecnologia dispararam. Claro, isso não significa que tech nunca cai. Cai sim, e às vezes com força (como aconteceu em 2022). Mas a tendência de longo prazo tem sido consistentemente de alta.

Como investir no setor de tecnologia na bolsa brasileira?

Se você está começando agora e quer entender como investir na bolsa de valores, saiba que existem basicamente três caminhos pra acessar o setor de tecnologia. Cada um tem suas vantagens, e a escolha depende do quanto você quer se envolver com a análise de empresas individuais.

Gráfico de barras com principais ações de tecnologia na B3
Gráfico de barras com principais ações de tecnologia na B3

Ações de empresas de tech na B3

A forma mais direta é comprar ações de empresas brasileiras de tecnologia listadas na B3. As principais são a Totvs (TOTS3), maior empresa de software do Brasil, a Intelbras (INTB3), que atua em segurança eletrônica e energia solar, a Locaweb (LWSA3), focada em hospedagem e soluções digitais pra pequenas empresas, e a Positivo (POSI3), fabricante de hardware e soluções de TI.

São boas empresas, com fundamentos sólidos. Mas o universo tech brasileiro é limitado. Se a sua ideia é ter exposição às maiores inovações do mundo, você vai precisar olhar pra fora.

BDRs de empresas de tecnologia

Aqui é onde a coisa fica interessante. Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) permitem que você invista em empresas estrangeiras sem sair da B3. Quer ter Apple, Microsoft, Nvidia ou Google na sua carteira? Basta comprar o BDR correspondente. É simples assim.

Se você ainda não conhece esse instrumento, vale a pena entender o que são BDRs antes de começar. Em resumo: é um certificado negociado na B3 que representa uma ação de empresa estrangeira. Você compra e vende em reais, no mesmo home broker que usa pra comprar ações brasileiras.

A Traders Corretora, por exemplo, oferece mais de 500 BDRs dos principais ativos, empresas, ETFs e criptomoedas do mundo. Isso significa que você consegue montar uma carteira diversificada de tecnologia global investindo direto pela B3, em reais, sem precisar abrir conta no exterior.

ETFs de tecnologia

Se você prefere não escolher empresa por empresa, os ETFs (Exchange Traded Funds) são uma alternativa excelente. Um ETF de tecnologia reúne diversas empresas do setor num único ativo. Ao comprar uma cota, você automaticamente se expõe a dezenas de companhias de tech.

Na B3, existem BDRs de ETFs americanos que acompanham o setor. O QQQ, por exemplo, replica o índice Nasdaq-100, que é dominado por empresas de tecnologia. O XLK acompanha especificamente o setor de tech do S&P 500. E o SOXX é focado em semicondutores, pra quem quer apostar nessa fatia específica.

ETFs são ótimos pra quem está começando porque diluem o risco. Se uma empresa vai mal, as outras compensam. E você não precisa ficar acompanhando balanço por balanço.

Quais são as big techs que você pode acessar via BDRs?

Pra quem quer investir no setor de tecnologia na bolsa com foco nas gigantes globais, estes são alguns dos nomes mais relevantes disponíveis via BDRs na B3.

Apple (AAPL34) é a empresa mais valiosa do mundo, com um ecossistema de produtos e serviços que gera receita recorrente absurda. iPhone, Mac, Apple Watch, iCloud, Apple Music. A base de usuários é gigantesca e extremamente fiel.

Microsoft (MSFT34) domina o mercado corporativo com Office, Azure (computação em nuvem) e agora está na vanguarda da inteligência artificial com o investimento pesado na OpenAI. É uma das empresas mais consistentes do setor.

Nvidia (NVDC34) se tornou sinônimo de inteligência artificial. Suas GPUs são o motor por trás do treinamento de modelos de IA no mundo inteiro. A valorização recente foi impressionante, e a demanda por seus chips continua forte.

Alphabet/Google (GOGL34) controla o maior buscador do mundo, o YouTube e tem uma operação crescente em nuvem (Google Cloud). A receita de publicidade digital é uma máquina de dinheiro.

Amazon (AMZO34) vai muito além do e-commerce. A AWS (Amazon Web Services) é líder mundial em computação em nuvem e representa a maior fatia do lucro da empresa.

Meta (M1TA34) é dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Apesar das polêmicas, a base de bilhões de usuários gera uma receita publicitária monstruosa. E o investimento em realidade virtual com o Meta Quest mostra a aposta no futuro.

Pra entender melhor como acessar esses ativos, confira nosso guia sobre como investir no mercado americano direto pela B3.

Quais os riscos de investir em tecnologia?

Se alguém te disser que investir em tecnologia é aposta certa, desconfie. O setor tem riscos reais que você precisa conhecer antes de colocar dinheiro.

O primeiro é a volatilidade. Ações de tech costumam oscilar mais que a média do mercado. Em 2022, a Nasdaq caiu mais de 30%. Empresas como Meta perderam dois terços do valor de mercado em poucos meses. Quem não aguentou a pressão e vendeu no fundo, realizou prejuízo. Esse tipo de movimento é normal no setor e faz parte do jogo.

O segundo risco é o de valuation esticado. Muitas empresas de tech negociam com múltiplos altos (preço/lucro elevado) porque o mercado precifica crescimento futuro. Se esse crescimento não se materializa, a correção pode ser brutal. Foi exatamente o que aconteceu com várias empresas de crescimento em 2021 e 2022.

Existe também o risco regulatório. Governos ao redor do mundo estão cada vez mais atentos ao poder das big techs. Processos antitruste, regulação de dados pessoais, novas leis sobre inteligência artificial. Tudo isso pode impactar as operações e os lucros dessas empresas.

E por fim, tem o risco de concentração. Se você coloca todo o seu dinheiro em tech, fica refém de um único setor. Diversificação não é frescura, é proteção. Uma carteira equilibrada combina tech com outros setores e classes de ativos. Se você ainda tem dúvida sobre como distribuir seus investimentos, vale entender a diferença entre renda variável vs renda fixa pra construir uma base sólida.

Como montar uma estratégia pra investir em tech?

Não adianta sair comprando BDRs de tech porque você leu que a Nvidia subiu 200%. Investir com estratégia faz toda a diferença entre construir patrimônio e torrar dinheiro.

O primeiro passo é definir seu horizonte de tempo. O setor de tecnologia tende a premiar quem tem paciência. Se você tem um horizonte de 5 a 10 anos, as oscilações de curto prazo importam menos. Agora, se você quer operar tech no curto prazo, precisa entender bem estratégia de trading e gestão de risco.

O segundo passo é diversificar dentro do próprio setor. Tecnologia é um universo amplo. Tem software, hardware, semicondutores, nuvem, IA, fintech, e-commerce. Não concentre tudo numa única empresa ou subsetor. Se a tese de IA não se concretizar como o mercado espera, por exemplo, quem só tem Nvidia na carteira vai sentir mais do que quem tem uma cesta diversificada.

O terceiro passo é definir quanto do seu patrimônio vai pra tech. Não existe número mágico, mas uma boa referência é manter entre 15% e 30% da carteira de renda variável no setor, dependendo do seu perfil de risco. Se você é mais conservador, fica na ponta de baixo. Se tem mais apetite por risco e horizonte longo, pode ir um pouco além.

E o quarto passo é fazer aportes regulares. Em vez de tentar acertar o momento perfeito pra comprar (spoiler: ninguém acerta consistentemente), invista um valor fixo todo mês. Essa técnica, conhecida como preço médio, suaviza os efeitos da volatilidade ao longo do tempo. Quando o mercado cai, você compra mais barato. Quando sobe, suas posições anteriores se valorizam.

O papel da inteligência artificial no futuro do setor

É impossível falar do setor de tecnologia na bolsa sem mencionar inteligência artificial. A IA não é mais ficção científica nem tendência distante. Ela já está gerando receita real pra empresas como Nvidia, Microsoft, Google e Amazon.

A corrida pela IA está provocando uma onda de investimento comparável ao boom da internet nos anos 2000. A diferença é que, desta vez, as empresas líderes já são lucrativas e têm modelos de negócio comprovados. A Nvidia vende as GPUs que treinam os modelos. A Microsoft licencia o Copilot integrado ao Office. O Google usa IA pra melhorar busca, publicidade e nuvem. A Amazon integra IA no AWS pra seus clientes corporativos.

Isso não quer dizer que toda empresa de IA vai dar certo. Vai ter muita promessa que não se concretiza, muita startup que vai quebrar. Mas as gigantes de tech que já dominam infraestrutura e distribuição tendem a capturar a maior parte do valor gerado por essa revolução.

Pra acompanhar essas movimentações em tempo real, o app da Traders é um baita aliado. São mais de 1.500 notícias por dia filtradas com inteligência artificial, cobrindo mercados globais e todos os movimentos relevantes das big techs. E a comunidade dentro do app tá sempre discutindo as últimas novidades do setor.

Tecnologia brasileira: vale ficar de olho?

Mesmo com o mercado tech brasileiro sendo menor, existem oportunidades interessantes por aqui. A Totvs é líder absoluta em software de gestão no Brasil, com uma base de clientes enorme e receita recorrente crescente. É uma empresa que se beneficia da digitalização das empresas brasileiras.

A Intelbras surpreendeu o mercado nos últimos anos com crescimento consistente em segurança eletrônica e energia solar. Não é uma empresa de tech no sentido tradicional do Vale do Silício, mas usa tecnologia como motor de crescimento.

E não podemos esquecer das fintechs que se tornaram referência global. Nubank, PagSeguro e Stone são empresas brasileiras listadas nos EUA (e acessíveis via BDRs na B3). Elas representam a inovação financeira que o Brasil exportou pro mundo.

O ponto aqui é que você não precisa escolher entre Brasil e exterior. Uma carteira inteligente combina as melhores oportunidades de ambos. Ações de tech brasileiras pra capturar o crescimento local e BDRs de big techs pra se expor às maiores inovações globais.

Como começar a investir em tecnologia hoje

Se você chegou até aqui, já tem uma base sólida pra dar os primeiros passos. E a verdade é que começar é mais simples do que parece. Se ainda não sabe quanto dinheiro pra começar, saiba que com BDRs e ações fracionárias, dá pra investir com valores acessíveis.

O mais importante é começar com estudo. Entenda os fundamentos das empresas, acompanhe os resultados trimestrais, leia sobre as tendências do setor. Quanto mais você entender o que está comprando, mais confiança vai ter pra manter suas posições nos momentos de turbulência.

E se quiser um lugar pra acompanhar tudo isso, a Traders Corretora é uma excelente porta de entrada. Com mais de 500 BDRs disponíveis, app gratuito com cotações em tempo real de mais de 20 mil ativos e a maior comunidade de traders do Brasil, você tem tudo o que precisa num só lugar. Bora começar? Acesse www.traders.com.br e abra sua conta.


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