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Petrobras (PETR4), Itaúsa (ITSA4) e outras 8 ações para buscar dividendos, segundo Daycoval

Publicado em
9/4/2026
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Petrobras (PETR4), Itaúsa (ITSA4) e outras 8 ações para buscar dividendos, segundo Daycoval. Saiba como isso afeta seus investimentos.
Petrobras (PETR4), Itaúsa (ITSA4) e outras 8 ações para buscar dividendos, segundo Daycoval
Petrobras (PETR4), Itaúsa (ITSA4) e outras 8 ações para buscar dividendos, segundo Daycoval

O Banco Daycoval decidiu não mexer na sua carteira recomendada de dividendos para abril de 2026. As mesmas 10 ações que compunham o portfólio em março seguem firmes: Petrobras (PETR4), Itaúsa (ITSA4), Itaú Unibanco (ITUB4), BB Seguridade (BBSE3), CPFL Energia (CPFE3), Copasa (CSMG3), Isa Energia (ISAE4), Sanepar (SAPR11), Taesa (TAEE11) e Vale (VALE3).

Na visão dos analistas do Daycoval, o portfólio está bem posicionado em ativos que combinam alta distribuição de proventos, resiliência operacional e potencial elevado de geração de caixa. A manutenção da carteira sinaliza confiança na tese de cada papel, mesmo num cenário de juros ainda altos e incerteza fiscal.

O que tem na carteira de dividendos do Daycoval

A composição mistura setores com perfis distintos de geração de proventos. Tem petroleira, holding financeira, seguradoras, elétricas, saneamento e mineração. Essa diversificação não é por acaso. Quando um setor sofre, outro tende a segurar a rentabilidade do portfólio.

Veja o que cada ação traz pra mesa:

Petrobras (PETR4)

A estatal segue como uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira. Nos últimos 12 meses, o dividend yield de PETR4 gira em torno de 7%. As estimativas mais conservadoras apontam que a empresa deve distribuir cerca de R$ 3,00 por ação ao longo de 2026.

O modelo de remuneração da Petrobras ficou mais previsível. Menos "gorduras extraordinárias" do que nos anos anteriores, mas com pagamentos consistentes. O pré-sal segue como motor principal de geração de caixa, e a política de dividendos atrelada a uma fórmula clara dá visibilidade pro investidor.

Vale lembrar que a Petrobras já pagou dividendos referentes ao terceiro trimestre de 2025 em duas parcelas: R$ 0,4716 por ação em fevereiro e o mesmo valor em março de 2026. Se você quer entender melhor o histórico de proventos da empresa, vale conferir o guia como investir em Petrobras (PETR4).

Itaúsa (ITSA4)

A holding que controla o Itaú Unibanco é presença frequente em carteiras de dividendos. O dividend yield de ITSA4 nos últimos 12 meses fica entre 8% e 10%, dependendo da cotação. A empresa distribui proventos trimestrais via juros sobre capital próprio (JCP), o que garante recorrência.

Em março, o conselho da Itaúsa aprovou pagamento de JCP de R$ 200 milhões, equivalente a R$ 0,0182 por ação. É um valor modesto por parcela, mas a soma dos quatro pagamentos ao longo do ano, combinada com dividendos complementares, forma um retorno atrativo.

A grande vantagem da Itaúsa é que ela funciona como um "pacote" de empresas sólidas. Além do Itaú, a holding tem participações em Dexco, Alpargatas, NTS e Copa Energia. Isso dá uma diversificação natural dentro de um único ticker.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O maior banco privado do Brasil aparece tanto pela consistência dos proventos quanto pela solidez dos resultados. O Itaú tem entregado lucros recordes trimestre após trimestre, e isso se reflete numa política de dividendos generosa. O payout ratio do banco vem se mantendo elevado, o que agrada quem busca renda passiva.

BB Seguridade (BBSE3)

Com um dividend yield estimado próximo de 9%, a BB Seguridade é uma das queridinhas dos investidores de proventos. A empresa atua em seguros, previdência e capitalização, setores que geram caixa de forma previsível. O modelo de negócio é leve em capital, o que permite distribuir uma parcela alta do lucro.

CPFL Energia (CPFE3)

Elétrica com histórico de pagamentos consistentes. A CPFL combina geração, transmissão e distribuição de energia, o que reduz a dependência de um único segmento. A previsibilidade dos contratos regulados garante fluxo de caixa estável, e isso se traduz em dividendos regulares.

Taesa (TAEE11)

Outra representante do setor elétrico, focada em transmissão. Taesa é conhecida por pagar dividendos elevados de forma recorrente. Os contratos de transmissão são reajustados pela inflação e têm prazos longos, o que dá visibilidade de receita por décadas. É um papel clássico pra quem quer previsibilidade.

Isa Energia (ISAE4)

Antiga Isa CTEEP, a empresa de transmissão paulista segue o mesmo racional de Taesa: contratos longos, receita previsível e distribuição generosa de proventos. O setor de transmissão é considerado o mais defensivo dentro do segmento elétrico.

Copasa (CSMG3) e Sanepar (SAPR11)

As duas empresas de saneamento completam o time. Copasa atua em Minas Gerais e Sanepar no Paraná. Ambas operam em setores regulados, com demanda resiliente (água e esgoto não dependem de ciclo econômico). Os dividend yields costumam ficar acima da média do mercado, e o novo marco do saneamento abre espaço pra investimentos que podem ampliar a geração de caixa no médio prazo.

Vale (VALE3)

A mineradora fecha a lista com um dividend yield estimado próximo de 9%. O minério de ferro segue como principal motor de receita, e os preços da commodity, apesar das oscilações, continuam em patamares que permitem distribuição robusta. A Vale tem adotado uma postura mais agressiva de remuneração ao acionista, incluindo recompras de ações além dos dividendos.

Por que o Daycoval não mudou nada

Manter uma carteira intacta é, por si só, uma decisão. Significa que os analistas enxergam que a tese de cada papel continua válida e que não surgiu nenhuma oportunidade mais atrativa no radar.

No cenário atual, com a Selic ainda em patamar elevado, ações de dividendos competem diretamente com a renda fixa. Pra justificar a alocação em renda variável, os papéis precisam oferecer yields competitivos e, de preferência, perspectiva de valorização do capital.

As 10 ações da carteira do Daycoval atendem a esses critérios. São empresas com geração de caixa robusta, em setores com demanda resiliente e com histórico comprovado de distribuição de proventos. Não é coincidência que boa parte delas apareça também nas carteiras de dividendos de outras instituições.

Se você quer montar uma estratégia focada em proventos, vale estudar cada um desses papéis individualmente. A lista do Daycoval pode servir como ponto de partida, mas a decisão final sempre depende do seu perfil de risco e dos seus objetivos. Pra quem tá começando, o guia de melhores ações para dividendos em 2026 ajuda a entender os critérios de seleção.

Setores que dominam a carteira

Olhando a composição, três setores se destacam:

Energia elétrica aparece com três papéis (CPFE3, TAEE11 e ISAE4). Não é por acaso. Transmissoras e distribuidoras de energia são máquinas de gerar caixa previsível. Os contratos regulados funcionam quase como uma renda fixa atrelada à inflação, e o setor é considerado defensivo em momentos de volatilidade.

Financeiro vem com dois nomes fortes (ITUB4 e BBSE3), além da Itaúsa, que é essencialmente uma porta de entrada pro Itaú. Bancos e seguradoras brasileiros têm entregado resultados consistentes, beneficiados pela expansão do crédito e pelo spread bancário ainda favorável.

Commodities fecha o trio com Petrobras e Vale. São papéis mais voláteis, mas que compensam com dividend yields elevados quando o ciclo de preços está favorável. A exposição a commodities também funciona como um hedge natural contra a desvalorização do real.

A presença de Copasa e Sanepar adiciona o setor de saneamento, que combina estabilidade regulatória com potencial de crescimento via universalização dos serviços.

Dividendos em 2026: o que esperar

Com o Ibovespa acumulando alta de mais de 17% no ano, o cenário tem sido positivo pra renda variável. Mas é importante separar valorização de capital de retorno via proventos. Uma ação pode subir 20% e ainda assim pagar dividendos modestos, se a empresa decidir reter caixa pra investir.

No caso das 10 ações do Daycoval, a expectativa é de dividend yields entre 6% e 10% ao longo de 2026, dependendo do papel. Petrobras e Vale tendem a ficar na faixa superior por conta da geração de caixa ligada a commodities. As elétricas e seguradoras devem entregar retornos mais estáveis, na faixa de 7% a 9%.

Um ponto de atenção é o calendário de proventos. Cada empresa tem sua própria política de distribuição. Algumas pagam trimestralmente (como Itaúsa), outras semestralmente ou até de forma extraordinária (como Petrobras). Acompanhar as datas-com e os anúncios de proventos é fundamental pra não perder o direito ao pagamento.

Pra quem busca uma visão mais ampla do mercado, vale conferir a lista das melhores ações do Ibovespa em 2026.

Como montar uma carteira de dividendos

A carteira do Daycoval é uma referência, mas não precisa ser copiada ao pé da letra. O mais importante é entender os princípios por trás da seleção:

Diversificação setorial. Não concentre tudo em um setor, mesmo que ele pague bem. Se o petróleo cai, ter elétricas e saneamento no portfólio amortece o impacto.

Histórico de pagamentos. Empresas que pagam dividendos há muitos anos consecutivos tendem a manter essa política. Mudanças bruscas na distribuição são um sinal de alerta.

Geração de caixa. Dividendo bom é dividendo sustentável. Se a empresa precisa se endividar pra pagar proventos, o yield alto pode ser uma armadilha. Olhe o fluxo de caixa livre antes de tudo.

Valuation. Uma ação com yield de 12% mas que tá caindo 30% no ano provavelmente tem problemas que vão além do provento. O retorno total (dividendos + valorização) é o que importa.

Quem quer entender melhor como funcionam os fundos de ações focados em dividendos também encontra opções interessantes, especialmente pra quem prefere delegar a gestão.

Perspectiva pro segundo trimestre

Abril marca o início da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026. Nos próximos dias, as empresas vão divulgar balanços que podem confirmar (ou não) as teses de dividendos. Petrobras, Vale e os bancos costumam ser os primeiros a reportar, e os números vão dar o tom pro restante do ano.

O mercado também fica de olho nas decisões do Copom sobre a Selic. Se os juros começarem a cair mais rápido do que o esperado, ações de dividendos tendem a se valorizar, já que o custo de oportunidade frente à renda fixa diminui. Por outro lado, uma Selic persistentemente alta pode pressionar os múltiplos dessas empresas, mesmo que os proventos sigam robustos.

A manutenção da carteira pelo Daycoval sugere que, pelo menos na visão dos analistas do banco, o equilíbrio entre risco e retorno desses 10 papéis continua favorável. Resta acompanhar os balanços e as políticas de distribuição de cada empresa pra validar essa leitura ao longo dos próximos meses.


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