
Se você investe na bolsa brasileira, é quase impossível não esbarrar na Petrobras. Investir em Petrobras é uma das buscas mais comuns entre quem tá começando no mercado de ações, e faz sentido: estamos falando da maior empresa da América Latina em valor de mercado, uma gigante do setor de petróleo que movimenta bilhões todos os dias na B3. Mas entre querer investir e saber como fazer isso direito, existe um caminho que vale a pena percorrer com calma.
Neste guia, você vai entender tudo sobre as ações da Petrobras, desde a diferença entre PETR3 e PETR4 até como analisar se faz sentido pra sua carteira. Sem promessas mirabolantes, sem papo de guru. Só informação prática pra você tomar decisões melhores.
A Petrobras (Petróleo Brasileiro S.A.) é uma empresa de economia mista controlada pelo governo federal. Ela atua em exploração, produção, refino e distribuição de petróleo e gás natural. Fundada em 1953, é uma das maiores petroleiras do mundo e a empresa com maior peso no Ibovespa.
Pra você ter uma ideia do tamanho: a Petrobras produz mais de 2,5 milhões de barris de petróleo equivalente por dia. Isso coloca ela no mesmo patamar de gigantes como Shell e TotalEnergies. A diferença é que você consegue comprar ações dela direto na B3, em reais, sem burocracia.
Outro ponto que chama atenção é o pagamento de dividendos. Nos últimos anos, a Petrobras se tornou uma das maiores pagadoras de dividendos do mundo. Em alguns trimestres, o dividend yield anualizado chegou a superar 15%. Isso atrai desde o investidor de longo prazo até quem busca renda passiva.
Essa é uma das primeiras dúvidas de quem quer investir em Petrobras. A empresa tem dois tipos de ações negociadas na B3:
PETR3 são as ações ordinárias (ON). Elas dão direito a voto nas assembleias da empresa. Na prática, como o governo federal é o acionista controlador, seu voto individual não muda muita coisa nas decisões. Mas o direito existe.
PETR4 são as ações preferenciais (PN). Elas não dão direito a voto, mas têm preferência no recebimento de dividendos. Na maioria das vezes, PETR4 tem maior liquidez (mais gente comprando e vendendo) e costuma ser a escolha mais popular entre investidores pessoa física.
Na prática, ambas recebem os mesmos dividendos por ação. A diferença de preço entre elas costuma ser pequena. Se você tá começando e quer liquidez pra entrar e sair com facilidade, PETR4 tende a ser a opção mais negociada. Se faz questão do direito a voto (mesmo que simbólico), PETR3 é o caminho.
Se você já sabe como investir na bolsa de valores, o processo é bem simples. Se ainda não sabe, vale dar uma lida nesse guia antes de continuar.

O passo a passo é direto. Primeiro, você abre conta em uma corretora de valores. Depois, transfere o dinheiro que pretende investir. No home broker ou na plataforma de negociação, você busca pelo código PETR4 (ou PETR3, se preferir), define a quantidade de ações e envia a ordem de compra.
Desde que a B3 acabou com o lote padrão de 100 ações pra muitos ativos, ficou mais acessível comprar Petrobras. Você pode comprar a partir de 1 ação. Se a ação tá cotada a R$ 35, por exemplo, com menos de R$ 40 você já consegue ser acionista da maior empresa do Brasil. Pra quem tem dúvida sobre valores mínimos, vale conferir quanto dinheiro pra começar a investir.
Na Traders Corretora, você faz tudo isso pelo app ou pelo terminal web, com cotações em tempo real e acesso à comunidade de traders que tá sempre discutindo os movimentos de PETR4. Dá pra acompanhar o que outros investidores estão pensando antes de tomar sua decisão.
Entender o que move o preço de PETR4 é fundamental pra quem quer investir em Petrobras com consciência. Não adianta comprar no impulso e depois ficar perdido quando a ação oscila 5% num dia só.
Esse é o fator número um. A Petrobras é uma empresa de petróleo, então o preço do barril de Brent (referência internacional) impacta diretamente a receita e o lucro da companhia. Quando o petróleo sobe, a tendência é que PETR4 acompanhe. Quando cai, a pressão vendedora aparece.
Pense assim: se o petróleo é a matéria-prima que a Petrobras vende, faz sentido que o preço dele influencie quanto a empresa fatura. É como uma padaria que depende do preço da farinha, só que numa escala bilionária.
A Petrobras vende petróleo em dólar, mas tem custos em reais. Quando o dólar sobe, a receita em reais da empresa aumenta. Isso costuma beneficiar o preço das ações. O contrário também vale: dólar caindo pode pressionar os resultados.
Aqui mora um dos maiores riscos de investir na Petrobras. Como o governo federal é o acionista controlador, decisões políticas podem afetar a empresa. Mudanças na política de preços dos combustíveis, troca de presidente da companhia ou interferências na estratégia de negócios são eventos que geram volatilidade.
Quem acompanha o mercado há alguns anos lembra de dias em que PETR4 caiu mais de 10% por causa de uma declaração política. Isso não é pra assustar, é pra você entender que risco político é parte do jogo quando se investe numa estatal.
A cada três meses, a Petrobras divulga seus resultados financeiros. Lucro acima do esperado costuma animar o mercado. Abaixo, desanima. E os anúncios de dividendos são eventos à parte: quando a empresa anuncia dividendos gordos, o preço tende a reagir positivamente.
Essa pergunta aparece em toda roda de conversa sobre investimentos. E a resposta honesta é: depende do que você espera.
A Petrobras tem uma política de remuneração aos acionistas que, nos últimos anos, se mostrou bastante generosa. A empresa distribui uma parcela significativa do lucro na forma de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). Em alguns anos, o retorno em dividendos (dividend yield) ficou entre 10% e 20%, o que é excepcional pra qualquer padrão global.
Porém, dividendos passados não garantem dividendos futuros. Se o preço do petróleo cair forte, se a empresa decidir investir mais em expansão, ou se o governo mudar a política de distribuição, os dividendos podem diminuir. E quando isso acontece, o preço da ação também costuma sofrer.
Pra quem quer montar uma carteira focada em renda passiva, a Petrobras pode ser uma peça interessante. Mas nunca a peça única. Diversificação é o nome do jogo. Inclusive, se você quer ir além do Brasil, vale entender o que são BDRs pra acessar empresas globais do setor de energia.
Não basta olhar o preço da ação e decidir se tá "barato" ou "caro". Pra tomar uma decisão mais fundamentada, vale olhar alguns indicadores.
O P/L mostra quantos anos de lucro atual seriam necessários pra "pagar" o preço da ação. Um P/L baixo pode indicar que a ação tá com desconto em relação ao lucro que gera. A Petrobras historicamente negocia com P/L abaixo da média do mercado, o que reflete o risco político embutido no preço.
É o retorno em dividendos em relação ao preço da ação. Se PETR4 paga R$ 5 em dividendos por ano e a ação custa R$ 35, o dividend yield é de aproximadamente 14,3%. Compare esse número com o rendimento da renda fixa pra ter uma referência. Aliás, se essa comparação te interessa, vale conferir o guia de renda variável vs renda fixa.
Esse indicador mostra o grau de endividamento da empresa em relação à sua geração de caixa operacional. A Petrobras fez um grande trabalho de desalavancagem nos últimos anos, reduzindo sua dívida de forma consistente. Quanto menor esse número, mais confortável é a situação financeira.
Uma petroleira vale, em grande parte, pelo que ela tem debaixo da terra (e do mar). A Petrobras tem reservas expressivas no pré-sal, que é uma das fronteiras de exploração com menor custo de extração do mundo. Acompanhar os relatórios de produção ajuda a entender o potencial futuro da empresa.
Todo investimento em renda variável tem riscos, e com a Petrobras não é diferente. Aliás, por ser uma estatal, ela carrega riscos adicionais que outras empresas privadas não têm.
Risco político: mudanças de governo podem alterar a direção estratégica da empresa. Troca de CEO, mudança na política de preços, interferência em investimentos. Tudo isso já aconteceu e pode acontecer de novo.
Risco de commodity: se o petróleo despencar (como aconteceu em 2020, quando o barril chegou a ficar negativo), a Petrobras sofre diretamente. O lucro cai, os dividendos diminuem e o preço da ação acompanha.
Risco regulatório: mudanças em tributação, royalties ou regras do setor de petróleo e gás podem impactar os resultados. O regime de partilha do pré-sal, por exemplo, é tema recorrente no Congresso.
Transição energética: no longo prazo, a migração global pra energias renováveis pode reduzir a demanda por petróleo. A Petrobras tem iniciativas nessa área, mas ainda é essencialmente uma empresa de combustíveis fósseis.
Nenhum desses riscos significa que você não deve investir. Significa que você deve investir sabendo o que pode dar errado. Isso é gestão de risco na prática.
PETR4 é uma das ações mais negociadas da B3, com volume diário que frequentemente passa de R$ 1 bilhão. Isso faz dela uma favorita tanto de quem opera no curto prazo quanto de quem investe pensando em anos.
Pra quem faz day trade, a alta liquidez e a volatilidade da Petrobras criam oportunidades de operação quase todo dia. A ação reage rápido a notícias sobre petróleo, câmbio e política, o que gera movimento no intradiário.
Pra quem investe no longo prazo, o foco costuma ser nos dividendos e na valorização da ação ao longo do tempo. A tese de longo prazo passa pela capacidade da Petrobras de manter a produção elevada no pré-sal, controlar custos e continuar distribuindo proventos aos acionistas.
O importante é ter clareza sobre seu horizonte de tempo e sua estratégia de trading antes de apertar o botão de compra. Comprar PETR4 sem saber se você vai segurar por um dia ou por cinco anos é receita pra frustração.
O pré-sal mudou o jogo da Petrobras. As reservas descobertas nas camadas profundas do oceano, a mais de 5 mil metros abaixo do nível do mar, colocaram o Brasil no mapa da produção global de petróleo.
O que torna o pré-sal tão relevante pra quem quer investir em Petrobras é o custo de extração. A Petrobras consegue extrair petróleo do pré-sal a um custo inferior a US$ 6 por barril em alguns campos. Com o barril de Brent negociando acima de US$ 70, a margem é enorme.
Campos como Búzios, Tupi e Mero são verdadeiras máquinas de gerar caixa. A produção do pré-sal já representa mais de 70% da produção total da Petrobras, e a tendência é que essa participação continue crescendo nos próximos anos.
Isso dá à empresa uma vantagem competitiva importante: mesmo em cenários de queda no preço do petróleo, a Petrobras consegue manter operações lucrativas enquanto concorrentes com custos mais altos sofrem.
Se você quer contexto pra entender se a Petrobras é cara ou barata, vale comparar com as grandes petroleiras do mundo. Empresas como ExxonMobil, Chevron, Shell e TotalEnergies são as referências do setor.
Em termos de múltiplos como P/L e EV/EBITDA, a Petrobras costuma negociar com desconto em relação às pares internacionais. Parte desse desconto vem do risco político (o chamado "desconto de estatal"), parte vem do risco-país Brasil. Isso significa que, pra quem aceita esses riscos, pode haver uma oportunidade de valor.
Em dividend yield, a Petrobras frequentemente lidera o ranking global entre as grandes petroleiras. Poucas empresas do setor distribuem uma proporção tão alta do lucro aos acionistas.
E se quiser diversificar sua exposição ao setor de energia global, saiba que pela Traders Corretora você pode investir no mercado americano via BDRs de petroleiras como ExxonMobil e Chevron, tudo em reais e pela B3.
Concentrar demais a carteira: por ser uma ação popular e pagar bons dividendos, muita gente coloca uma fatia exagerada do patrimônio em PETR4. Se algo der errado, o estrago é grande. O ideal é que nenhuma ação individual represente mais do que 10-15% da sua carteira de renda variável.
Ignorar o cenário macro: investir em Petrobras sem acompanhar o preço do petróleo e o câmbio é como dirigir de olhos fechados. Esses dois fatores explicam boa parte da variação no preço da ação.
Comprar só porque os dividendos estão altos: dividend yield alto pode ser armadilha. Às vezes ele tá alto porque o preço da ação caiu muito (e caiu por uma razão). Sempre olhe o contexto por trás dos números.
Entrar no hype político: toda vez que sai uma notícia sobre a Petrobras, as redes sociais fervem. Uns dizem que vai disparar, outros que vai derreter. Tomar decisão com base em opinião de rede social raramente dá certo. Dados e análise são melhores conselheiros.
Comprar a ação é só o começo. Quem investe em Petrobras precisa acompanhar alguns eventos recorrentes pra não ser pego de surpresa.
Fique de olho nos resultados trimestrais (divulgados a cada 3 meses), nos anúncios de dividendos, nas reuniões do conselho e nas decisões da OPEP+ sobre produção de petróleo. Além disso, acompanhe o preço do barril de Brent e a cotação do dólar, que são os dois termômetros mais diretos do humor em relação à ação.
No app da Traders, você recebe mais de 1.500 notícias por dia filtradas com inteligência artificial, incluindo tudo que impacta a Petrobras. Além disso, a comunidade de traders no app tá sempre debatendo os movimentos de PETR4, o que ajuda a ver diferentes perspectivas antes de agir.
Essa é a pergunta de milhão. E a resposta responsável é: depende do seu perfil, dos seus objetivos e da sua tolerância a risco.
Se você busca exposição ao setor de energia, aceita a volatilidade de uma estatal e valoriza o pagamento de dividendos, a Petrobras pode fazer sentido na sua carteira. A empresa tem ativos de classe mundial no pré-sal, gera caixa de forma robusta e tem uma política de dividendos que atrai investidores do mundo todo.
Por outro lado, se você não se sente confortável com risco político, prefere empresas com governança corporativa mais previsível ou não quer ficar monitorando o preço do petróleo, talvez existam alternativas mais adequadas pro seu perfil.
O mais importante é que a decisão seja sua, baseada em informação de qualidade e alinhada com sua estratégia. Não existe resposta certa universal. Existe a resposta certa pra você.
Se você quer começar a investir em Petrobras (ou em qualquer outra ação), o primeiro passo é ter uma corretora de confiança e as ferramentas certas. Na Traders Corretora, você tem acesso a cotações em tempo real, comunidade ativa de traders, mais de 500 BDRs pra diversificar globalmente e um simulador gratuito pra praticar antes de arriscar dinheiro real. Bora começar? Acesse www.traders.com.br e abra sua conta.
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