
Tesouro Selic é um título público federal emitido pelo Tesouro Nacional cuja rentabilidade acompanha a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. É considerado o investimento mais seguro do Brasil, porque é garantido pelo governo federal. Se você quer entender o que é Tesouro Selic, como funciona na prática e pra que ele serve na sua carteira, esse artigo explica sem enrolação.
Quando você compra um Tesouro Selic, está emprestando dinheiro pro governo brasileiro. Em troca, o governo te paga juros que acompanham a taxa Selic. É um título pós-fixado, então a rentabilidade sobe quando a Selic sobe e cai quando a Selic cai.
O nome oficial do título é Tesouro Selic (LFT). Ele é negociado pela plataforma do Tesouro Direto, o programa do governo que permite pessoas físicas comprarem títulos públicos pela internet.
Rentabilidade: Selic + um pequeno prêmio (ou desconto). Atualmente, os títulos disponíveis costumam oferecer Selic + 0,01% a 0,10% ao ano, dependendo do vencimento.
Liquidez diária: você pode vender o título de volta pro Tesouro Nacional a qualquer dia útil. O dinheiro cai na conta no próximo dia útil (D+1). É a referência de liquidez no mercado de renda fixa.
Investimento mínimo: a partir de aproximadamente R$ 150 (é possível comprar frações de 0,01 título).
Garantia: o emissor é o governo federal. É o crédito mais seguro do país. Pra o governo dar calote no Tesouro Selic, a situação econômica do Brasil teria que estar em colapso total.
Esse é um ponto importante. Diferente do Tesouro Prefixado e do Tesouro IPCA+, que podem oscilar bastante de preço no meio do caminho, o Tesouro Selic praticamente não tem volatilidade. O preço do título sobe um pouquinho todo dia, refletindo os juros acumulados.
Isso significa que, se você precisar vender antes do vencimento, quase certamente vai receber mais do que investiu. Não existe o risco de vender com prejuízo (exceto em situações extremamente raras e pontuais).
O Tesouro Selic segue a mesma tabela regressiva de IR da renda fixa:
Até 180 dias: 22,5% sobre o rendimento
De 181 a 360 dias: 20%
De 361 a 720 dias: 17,5%
Acima de 720 dias: 15%
Também incide IOF nos primeiros 30 dias (alíquota regressiva de 96% a 0%). Depois de 30 dias, IOF zero.
Além do IR, tem a taxa de custódia da B3: 0,20% ao ano sobre o valor investido acima de R$ 10.000 (os primeiros R$ 10.000 são isentos). Essa taxa é cobrada semestralmente.
Selic a 14,25% ao ano. Você investe R$ 20.000 no Tesouro Selic por 1 ano.
Rendimento bruto: R$ 20.000 x 14,25% = R$ 2.850
IR (20% pra prazo entre 181 e 360 dias): R$ 570
Taxa de custódia (0,20% sobre R$ 10.000 excedentes): R$ 20
Rendimento líquido: aproximadamente R$ 2.260
Rentabilidade líquida: cerca de 11,3% ao ano
Reserva de emergência. Esse é o uso clássico. Pela combinação de segurança máxima + liquidez diária + rentabilidade razoável, o Tesouro Selic é a escolha mais recomendada pra a reserva de emergência (aquele dinheiro pra imprevistos que você não pode arriscar).
Estacionar dinheiro temporariamente. Se você vendeu uma posição em ações e ainda não decidiu onde alocar, o Tesouro Selic é perfeito pra deixar o dinheiro rendendo enquanto pensa.
Proteção em cenários de alta de juros. Como o rendimento acompanha a Selic, quando os juros sobem, seu rendimento sobe junto automaticamente.
Os dois são boas opções pra reserva de emergência. O Tesouro Selic tem a garantia do governo (mais forte que o FGC). O CDB com liquidez diária pode pagar um pouco mais (100% a 110% do CDI). Na prática, a diferença de rentabilidade é pequena. O importante é não deixar a reserva na poupança, que rende menos que ambos.
Pra entender como a Selic impacta todos os seus investimentos e não só o Tesouro, confira nosso artigo sobre como a Selic afeta seus investimentos.
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