
Spread, no contexto da bolsa de valores, é a diferença entre o melhor preço de compra (bid) e o melhor preço de venda (ask) de um ativo em determinado momento. É basicamente o "custo invisível" de toda operação. Se você quer entender o que é spread na bolsa, pense assim: é a diferença entre o preço que quem quer comprar oferece e o preço que quem quer vender aceita.
Todo ativo negociado na B3 tem um spread. Pode ser de um centavo, pode ser de vários reais. E isso afeta diretamente quanto você paga pra entrar e sair de uma operação.
Na bolsa, existem dois preços simultâneos pra cada ativo:
Bid (oferta de compra): o preço mais alto que alguém tá disposto a pagar pelo ativo naquele momento.
Ask (oferta de venda): o preço mais baixo pelo qual alguém tá disposto a vender o ativo.
O spread é a diferença entre esses dois preços. Se o bid tá em R$ 25,00 e o ask em R$ 25,05, o spread é de R$ 0,05 (5 centavos).
Você quer comprar PETR4. No book de ofertas aparece:
Bid: R$ 38,20 (melhor oferta de compra)
Ask: R$ 38,22 (melhor oferta de venda)
Spread: R$ 0,02
Se você mandar uma ordem a mercado de compra, vai pagar R$ 38,22. Se virar e quiser vender na hora, vai receber R$ 38,20. Ou seja, precisa que PETR4 suba pelo menos R$ 0,02 só pra você empatar. Esse custo é o spread.
Agora imagine uma small cap com pouca liquidez:
Bid: R$ 3,10
Ask: R$ 3,25
Spread: R$ 0,15
Aqui, você precisa que o ativo suba quase 5% só pra cobrir o custo do spread. Percebe como isso muda completamente a viabilidade de um trade?
Liquidez. Ativos com muito volume de negociação (PETR4, VALE3, mini índice) têm spreads mínimos, geralmente de centavos ou frações de ponto. Ativos com pouco volume têm spreads maiores.
Volatilidade. Em momentos de turbulência no mercado, os formadores de mercado ampliam os spreads pra se proteger. Isso acontece em crises, divulgação de dados importantes ou eventos inesperados.
Horário do pregão. Nos primeiros e últimos minutos de negociação, os spreads tendem a ser maiores. No meio do dia, com o mercado estabilizado, os spreads normalmente são menores.
Tipo de ativo. Ações de grande capitalização têm spreads menores. BDRs menos populares, small caps e opções fora do dinheiro costumam ter spreads mais gordos.
Pra quem faz day trade ou scalping, o spread é um custo que incide em cada operação. Se você faz 20 operações por dia num ativo com spread de R$ 0,05, e opera lotes de 1.000 ações, são R$ 1.000 por dia em spread. Só de custo. Sem contar corretagem e emolumentos.
Pra investidores de longo prazo, o spread é menos relevante porque você entra e sai poucas vezes. Mas ainda sim vale prestar atenção, especialmente em ativos menos líquidos.
Prefira ativos líquidos. Quanto mais gente negociando, menor o spread. Simples assim.
Use ordens limitadas. Ao definir seu preço, você pode se posicionar dentro do spread e conseguir uma execução melhor do que mandando a mercado.
Monitore o book de ofertas. Observar a profundidade do livro de ofertas te dá uma noção clara do spread e da liquidez antes de mandar sua ordem.
Evite horários de spread largo. Os minutos iniciais e finais do pregão costumam ter spreads maiores. Espere o mercado se acomodar.
Pra se aprofundar no impacto do spread nas suas operações e aprender a usar o book a seu favor, confira o artigo completo sobre spread bid-ask no trading.
No terminal web da Traders, você visualiza o book de ofertas em tempo real, com profundidade completa. Dá pra ver o spread de cada ativo antes de mandar qualquer ordem, o que facilita muito na hora de escolher onde operar e como posicionar suas ordens.
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