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Lucro do KNRI11 salta 13,3% e FII divulga novas movimentações da carteira; veja detalhes

Publicado em
7/4/2026
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Lucro do KNRI11 salta 13,3% e FII divulga novas movimentações da carteira; veja detalhes. Entenda o impacto nos seus investimentos.
Lucro do KNRI11 salta 13,3% e FII divulga novas movimentações da carteira; veja detalhes
Lucro do KNRI11 salta 13,3% e FII divulga novas movimentações da carteira; veja detalhes

O fundo imobiliário KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária) registrou lucro de R$ 26,7 milhões em março de 2026, o equivalente a R$ 0,95 por cota. O resultado representa uma alta de 13,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionado pela receita de locação dos 20 imóveis que compõem a carteira do fundo.

Com o desempenho, a gestora Kinea Investimentos manteve a distribuição de rendimentos em R$ 1,10 por cota, com pagamento programado para 15 de abril de 2026. O valor está no mesmo patamar dos últimos meses, consolidando o novo piso de distribuição que entrou em vigor após a venda do Jundiaí Industrial Park, concluída em janeiro.

Receita de aluguéis sustenta resultado do KNRI11

A principal fonte de receita do fundo continuou sendo o aluguel de imóveis, que totalizou R$ 25,24 milhões no mês. Além disso, o KNRI11 contabilizou R$ 2,45 milhões em aluguéis antecipados e R$ 2,18 milhões em receitas financeiras, provenientes da aplicação do caixa do fundo.

Na comparação com fevereiro de 2026, quando o lucro havia sido de R$ 29,5 milhões, houve uma redução de 9,5%. A queda é explicada, em parte, por receitas pontuais que inflaram o resultado do mês anterior. Olhando pra tendência dos últimos meses, o patamar de março está mais próximo da realidade recorrente do fundo, sem o efeito de operações extraordinárias como a venda do parque industrial em Jundiaí, que elevou o lucro de janeiro a impressionantes R$ 71,3 milhões.

Vacância em queda: sinal positivo pro portfólio

Um dos destaques do relatório de março foi a continuidade na melhora dos indicadores de ocupação. A vacância física do portfólio fechou o mês em 4,20%, estável em relação a fevereiro. Já a vacância financeira recuou de 5,45% para 5,44%, e a vacância financeira ajustada pelas carências de novos contratos caiu de 5,88% para 5,85%.

Pode parecer pouco, mas num fundo do porte do KNRI11, com patrimônio líquido de R$ 4,63 bilhões e mais de 307 mil cotistas, cada décimo de percentual faz diferença. A trajetória descendente da vacância indica que os novos contratos de locação estão sendo firmados em bom ritmo, compensando eventuais saídas de inquilinos.

O portfólio do KNRI11 é composto por 20 propriedades: 12 edifícios comerciais (escritórios) e 8 centros logísticos. Essa diversificação entre os segmentos de lajes corporativas e galpões logísticos é uma das marcas do fundo, pois permite equilibrar o fluxo de receita entre dois setores com dinâmicas diferentes.

Movimentações na carteira de inquilinos

O relatório gerencial trouxe atualizações sobre a movimentação de inquilinos nos imóveis do fundo. Nos meses recentes, o KNRI11 registrou a saída da Ativore e a entrada da South Capital no edifício Madison, além da ocupação da Agnes AG Soluções Tecnológicas no Rochaverá Tower Ebony.

No mesmo complexo Rochaverá, a saída da Vifor e a devolução de três unidades pela Senner Setepla na Tower C foram parcialmente compensadas por novas locações. Esse tipo de rotatividade é natural em fundos imobiliários de lajes corporativas, onde contratos vencem e são renegociados periodicamente.

Vale lembrar que em janeiro o fundo concluiu a aquisição de uma participação adicional de 13% na Torre Crystal, localizada no Complexo Rochaverá Corporate Towers, nos mesmos termos da compra realizada em julho de 2024. Essa movimentação reforça a estratégia da gestora de consolidar posições em ativos premium de escritório em São Paulo.

Venda do Jundiaí Industrial Park: o efeito que transformou 2026

Pra entender o momento atual do KNRI11, é preciso olhar pro que aconteceu em janeiro. A conclusão da venda do Jundiaí Industrial Park gerou um lucro estimado de R$ 77 milhões pro fundo, o que catapultou o resultado do primeiro mês do ano pra R$ 71,3 milhões, uma disparada de 47,5% em relação a dezembro de 2025.

Mais importante do que o ganho pontual foi o efeito recorrente da operação. Com a reciclagem do portfólio (vender um ativo e reinvestir em outro com melhor relação risco-retorno), a Kinea estimou que a transação permitiria um aumento permanente de R$ 0,07 por cota na distribuição mensal. Foi exatamente isso que aconteceu: o dividendo saltou de R$ 0,88 para R$ 1,10 por cota, uma alta de 25%.

Esse tipo de gestão ativa do portfólio é o que diferencia fundos com gestão profissional. Não é só comprar imóvel e esperar o aluguel cair na conta. É avaliar constantemente quais ativos estão gerando o melhor retorno e fazer as trocas necessárias. Se você quer entender melhor como avaliar o resultado de um fundo, vale dar uma olhada em como funciona o Lucro por Ação (LPA), um conceito que se aplica tanto a empresas quanto a FIIs.

Dividendo de R$ 1,10: quanto isso representa?

Com a cota negociada a cerca de R$ 167 na B3, o dividendo de R$ 1,10 por cota representa um dividend yield mensal de aproximadamente 0,66%. Anualizado, isso dá algo em torno de 7,9%, um patamar competitivo pro segmento de fundos de tijolo.

Em 2026, até abril, o fundo já distribuiu R$ 3,08 por cota em rendimentos. O P/VP (preço sobre valor patrimonial) do KNRI11 está em 1,02, ou seja, a cota negocia praticamente em linha com o valor patrimonial de R$ 164. Isso indica que o mercado não está pagando um prêmio exagerado pelo fundo, mas também não há desconto significativo.

Pra quem está montando ou ajustando uma carteira de FIIs, entender a relação entre preço e valor patrimonial é fundamental. Isso vale tanto pra fundos imobiliários quanto pra ações. Se o conceito de P/L (Preço/Lucro) parece abstrato, comece pelo básico: quanto mais próximo de 1 o P/VP, mais "justo" o preço tende a ser em relação ao patrimônio real.

Desempenho da cota em 2026

Quem acompanha o KNRI11 sabe que 2026 tem sido um ano forte pro fundo. A cota começou o ano em torno de R$ 125 e atualmente negocia na casa dos R$ 167, uma valorização de 33,35% no acumulado do ano. Esse desempenho supera com folga a maioria dos fundos imobiliários de tijolo no mesmo período.

A combinação de reciclagem bem-sucedida do portfólio, aumento na distribuição e melhora nos indicadores de ocupação criou um cenário favorável pro fundo. O mercado de escritórios em São Paulo, que passou anos sofrendo com vacância elevada pós-pandemia, tem mostrado sinais consistentes de recuperação, beneficiando fundos como o KNRI11 que possuem ativos bem localizados.

No segmento logístico, a demanda por galpões de qualidade continua aquecida, sustentada pelo crescimento do e-commerce e pela necessidade de cadeias de suprimentos mais eficientes. Os 8 centros logísticos do portfólio do KNRI11 se beneficiam diretamente dessa tendência.

Contexto do mercado de FIIs

O KNRI11 não opera no vácuo. O momento do mercado de fundos imobiliários como um todo tem sido influenciado pela trajetória da taxa Selic, que impacta diretamente a atratividade relativa dos FIIs frente à renda fixa.

Com a Selic ainda em patamar elevado, fundos de tijolo como o KNRI11 precisam entregar yields consistentes pra competir com a rentabilidade de títulos de renda fixa. O aumento na distribuição pra R$ 1,10 por cota foi uma resposta direta a essa realidade: ao reciclar o portfólio e aumentar o rendimento recorrente, a gestora tornou o fundo mais competitivo nesse ambiente de juros altos.

Pra quem está pensando em incluir FIIs na carteira ou fazer ajustes na alocação, o conceito de rebalanceamento de carteira é essencial. Não adianta ter um bom ativo se a proporção dele no portfólio não faz sentido pro seu perfil de risco.

O que esperar do KNRI11 nos próximos meses

Com a venda do Jundiaí já totalmente precificada e os recursos reinvestidos, o foco da gestão agora está na performance operacional pura: ocupação dos imóveis, reajustes de aluguel e novas locações.

A manutenção da distribuição em R$ 1,10 por cota depende da capacidade do fundo de manter a vacância em níveis controlados e de capturar os reajustes inflacionários dos contratos. A maioria dos contratos de locação do KNRI11 é indexada ao IPCA ou ao IGP-M, o que oferece proteção natural contra a inflação.

Outro ponto de atenção é a eventual realização de novas operações de reciclagem. A aquisição de participação adicional na Torre Crystal do Rochaverá sinaliza que a gestora está disposta a concentrar posições em ativos que considera estratégicos, o que pode gerar ganhos de escala na administração dos imóveis.

O KNRI11 segue como um dos fundos imobiliários mais tradicionais e líquidos da B3, com mais de 307 mil cotistas e patrimônio superior a R$ 4,6 bilhões. Pra quem busca renda passiva com exposição ao mercado imobiliário corporativo e logístico, o fundo continua entre as referências do segmento. Como em qualquer investimento em renda variável, vale acompanhar os relatórios mensais e entender os fundamentos antes de tomar qualquer decisão, lembrando que o primeiro passo é ter uma carteira bem estruturada.


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