Glossário do Investidor

S&P 500: o que é e como funciona

Publicado em
21/3/2025
Entenda o que é s&p 500, como funciona na prática e por que é importante pra quem investe. Definição simples e exemplos reais.
Glossário: S&P 500

O que é o S&P 500?

Se existe um índice que representa "o mercado americano" como um todo, esse índice é o S&P 500. Ele reúne as 500 maiores empresas listadas nas bolsas dos Estados Unidos e é considerado o melhor termômetro da economia americana. Quando gestores de fundos do mundo inteiro falam em "bater o mercado", geralmente estão se referindo a superar o retorno do S&P 500.

A sigla vem de Standard & Poor's, a empresa que criou e mantém o índice. O "500" se refere às 500 empresas que compõem a carteira. Simples assim.

Como funciona o S&P 500?

O S&P 500 é um índice ponderado por capitalização de mercado. Isso significa que as empresas maiores (em valor de mercado) têm mais peso no índice. A Apple, por exemplo, que vale trilhões de dólares, influencia o S&P 500 muito mais do que uma empresa menor que também faz parte da lista.

Pra uma empresa entrar no S&P 500, ela precisa atender a vários critérios: estar listada numa bolsa americana (NYSE ou Nasdaq), ter capitalização de mercado acima de um determinado valor (que muda periodicamente), ter boa liquidez, estar sediada nos EUA e apresentar lucros positivos nos últimos trimestres.

A composição é revisada trimestralmente por um comitê da S&P Dow Jones Indices. Empresas entram e saem conforme ganham ou perdem relevância.

Quais empresas fazem parte do S&P 500?

As 500 empresas abrangem todos os setores da economia americana. Mas as que mais pesam no índice são as gigantes de tecnologia:

Apple, Microsoft, Nvidia, Amazon, Alphabet (Google), Meta (Facebook), Berkshire Hathaway, Tesla, UnitedHealth, Johnson & Johnson.

A concentração em tech é significativa. As 10 maiores empresas representam mais de 30% do índice inteiro. Isso é algo pra ter em mente: quando essas empresas vão bem, o S&P sobe forte; quando vão mal, puxam o índice pra baixo.

Mas além de tech, o S&P 500 inclui empresas de saúde, finanças, energia, consumo, indústria, imóveis e utilities. É muito mais diversificado que o Nasdaq-100, por exemplo.

Por que o S&P 500 é tão importante?

O S&P 500 é considerado o benchmark (referência) mais importante do mundo. Praticamente todos os fundos de ações americanos são medidos contra ele. Se um fundo rendeu 10% no ano, mas o S&P 500 rendeu 15%, o gestor "perdeu" do mercado.

Dados históricos mostram que, no longo prazo, a maioria dos fundos de gestão ativa não consegue superar o S&P 500 de forma consistente. Isso explica por que os ETFs passivos que simplesmente replicam o índice se tornaram tão populares. Warren Buffett, o maior investidor da história, já declarou publicamente que a melhor estratégia pra maioria das pessoas é investir num fundo de índice S&P 500.

Pra entender o S&P 500 em detalhes e como investir nele sendo brasileiro, confira nosso guia completo sobre o S&P 500.

Como investir no S&P 500 sendo brasileiro?

Existem formas práticas de ter exposição ao S&P 500 diretamente pela B3:

BDR de ETF: o BIVB39 (que replica o IVV, o ETF da iShares que segue o S&P 500) é uma das opções mais acessíveis. Também existe o BSPX39. Com um único ativo, você investe nas 500 maiores empresas americanas.

ETF brasileiro: o IVVB11 é um ETF listado na B3 que replica o desempenho do S&P 500. Tem boa liquidez e é uma das formas mais populares de acessar o mercado americano.

BDRs individuais: se você prefere escolher empresa por empresa, pode comprar BDRs das empresas que compõem o S&P 500 separadamente.

Pra mais detalhes sobre ETFs americanos e como usá-los na sua estratégia, temos um guia completo sobre ETFs americanos.

Qual foi o retorno histórico do S&P 500?

Historicamente, o S&P 500 entregou um retorno médio de aproximadamente 10% ao ano em dólares, considerando dividendos reinvestidos. Em períodos de 20 anos ou mais, nunca houve retorno negativo. Isso não significa que seja um investimento sem risco; há anos de quedas brutais (como 2008, com queda de quase 40%). Mas a tendência de longo prazo é claramente de alta.

Pra o investidor brasileiro, o retorno é ainda amplificado quando o dólar se valoriza frente ao real. Nos últimos 10 anos, o S&P 500 em reais teve retornos significativamente superiores ao Ibovespa.

Vale a pena investir no S&P 500?

Ter uma parcela da carteira exposta ao S&P 500 é uma das decisões mais inteligentes que um investidor pode tomar. Você diversifica pra fora do Brasil, investe nas maiores empresas do mundo e se protege parcialmente da desvalorização do real.

Acesse www.traders.com.br e abra sua conta pra começar a investir no mercado americano.


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