Glossário do Investidor

Market Maker (Formador de Mercado): o que é e como funciona

Publicado em
21/5/2025
Entenda o que é market maker (formador de mercado), como funciona na prática e por que é importante pra quem investe. Definição simples e exemplos reais.

O que é market maker (formador de mercado)?

Market maker, ou formador de mercado, é uma instituição financeira que se compromete a manter ofertas de compra e venda de um ativo na bolsa de valores, garantindo que sempre exista alguém disposto a negociar. Em outras palavras, o market maker "faz o mercado funcionar" pra aqueles ativos que, sem ele, poderiam ter pouca movimentação e dificultar a vida de quem quer comprar ou vender.

Se você já tentou negociar um ativo com pouca liquidez e viu que o spread entre compra e venda era enorme, imagina como seria se nem existisse ninguém dos dois lados. O market maker existe justamente pra evitar esse cenário.

Como o market maker funciona?

O formador de mercado firma um contrato com a B3 pra manter ofertas contínuas de compra e venda de determinado ativo. Ele é obrigado a colocar ordens no livro de ofertas durante o pregão, respeitando parâmetros definidos, como:

Spread máximo: a diferença entre o preço de compra e o preço de venda que ele oferta não pode ultrapassar um limite estabelecido.

Quantidade mínima: ele precisa ofertar uma quantidade mínima de ativos em cada ponta (compra e venda).

Presença mínima: precisa estar com ofertas ativas durante uma porcentagem mínima do tempo de pregão.

Em troca, o market maker recebe benefícios da bolsa, como isenção ou redução de emolumentos sobre as operações que faz nesse papel. O lucro dele vem, principalmente, do spread. Ele compra por um preço e vende por outro, um pouquinho mais caro, e essa diferença é o ganho dele.

Market maker é a mesma coisa que manipulação?

Não. Esse é um mal-entendido comum, especialmente entre iniciantes. O market maker opera dentro de regras rígidas definidas pela B3 e pela CVM. Ele não controla o preço do ativo. Ele apenas garante que existam ofertas nos dois lados do livro. A diferença entre prover liquidez e manipular preço é enorme.

Exemplo prático

Imagine um ETF que replica o índice S&P 500, mas que não é tão popular entre investidores brasileiros. Sem um market maker, pode ser que às 14h da tarde você queira comprar 100 cotas e simplesmente não tenha ninguém vendendo naquele momento. Ou pior, tenha alguém vendendo, mas a um preço 3% acima do valor justo.

Com o market maker atuando, sempre vai ter uma oferta de compra e uma de venda, com spread controlado. Você consegue comprar e vender sem dificuldade, a preços justos. Isso é liquidez na prática.

Pra entender mais sobre por que a liquidez é tão importante no mercado financeiro, dá uma olhada no nosso artigo sobre liquidez no mercado financeiro.

Onde o market maker atua?

No Brasil, os market makers atuam em diversos mercados:

Ações: principalmente ações com menor volume de negociação. Blue chips como Petrobras e Vale geralmente não precisam de market maker porque já têm liquidez natural.

ETFs e BDRs: muitos ETFs e BDRs listados na B3 têm formadores de mercado, justamente porque o volume de negociação pode ser baixo sem esse suporte.

Opções: o mercado de opções tem grande presença de market makers, especialmente em séries com pouca liquidez.

Mercado de câmbio e derivativos: contratos futuros e outros derivativos também contam com formadores de mercado.

Por que isso importa pra você?

Entender o papel do market maker ajuda você a tomar decisões melhores. Se um ativo tem formador de mercado, a tendência é que a execução das suas ordens seja mais eficiente e o spread seja menor. Se não tem, cuidado: você pode acabar comprando caro ou vendendo barato simplesmente por falta de liquidez.

Na hora de escolher ativos pra operar, olhe se existe market maker atuando. Isso faz diferença real no seu bolso, especialmente em operações maiores.

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